LETRA:
turbulência
com o avião parado
em terra
paz nas almas
quando pelos céus
se fazem guerras
diz-me, espelho
naquele bar em portalegre
para ficar aqui, neste
momento, bem entregue
diz-me, eco da
parede em castro verde
que só quem aprende a
parar o tempo
nunca perde
violência,
a das caixas
registradoras
e as imagens,
surdas, soam-me a
metrelhadoras

